“LER E ESCREVER”
A escola
era na Rua Giovani Peruchi,190, em São Caetano do Sul, um prédio recém-
construído, que recebia o nome de Grupo Escolar de Vila Tupã. O ano era 1968, eu e
mais outras crianças iríamos inaugurar a escola, éramos a
primeira turma, mas aconteceu uma tragédia, não sei se foi o destino ou a
má
construção do prédio, choveu muito em janeiro, e parte do prédio desabou, mas
como o ano letivo tinha que começar, todos os alunos foram remanejados para a escola
do bairro vizinho, fomos para o Grupo Escolar do Bairro Oswaldo
Cruz, engraçado as escolas recebiam o nome do bairro onde se localizavam.
Eu fiquei
muito feliz e vislumbrada, estava no pré-primário e aprenderia ler e escrever,
com a famosa cartilha Caminho Suave, de Branca Alves de Lima. O nome da
professora era Elizabeth, jovem, bonita e muito educada. Lembro-me
com muito carinho de cada professor que participou de minha formação.
Guardo
a foto que tirei com minha turma do 1º ano junto à professora, sei o nome de
quase todos os colegas que lá estavam principalmente da professora, Dona Marília,
nossa que professora! Já na 7ª série me afeiçoei ao professor Décio
de ciências, do qual ganhei um estereoscópico (visor de slides)
com um slide das sete maravilhas do mundo, pois havia feito uma boa
apresentação de um trabalho sobre o corpo humano.
Ao
concluir o 1º grau, já estava em idade apropriada ao mercado de trabalho. Não
era fácil, pois a família era composta por 8 pessoas. Os meus irmãos mais velho
colaboravam com as despesas da casa, era chegada a minha vez,
significava que para continuar os meus estudos, eu teria que estudar à noite, e
meu
pai não aprovava a ideia da continuidade dos estudos, principalmente à noite. Minha
mãe contribuiu muito para que eu continuasse, convenceu o meu pai que eu
gostava muito de estudar e que daria conta dos estudos e do trabalho, e
assim foi feito.
Ao
termino do 2º grau, eu queria além de, mais isso implicava em comprometer o
orçamento da casa, o meu pai já estava aposentados, dois dos meus
irmãos já estavam casados, mesmo assim prestei vestibular
para a faculdade de ciências com habilitação em matemática, em São Caetano do
Sul, passei, criei mais um dilema, meu pai, novamente, foi contra, a minha mãe
a favor. Ao escolher a profissão de ser professora, me fez sonhar e sentir que
em sala de aula faria parte da vida das pessoas e contribuiria com o crescimento
intelectual, principalmente ao meu crescimento como ser humano.
O meu pai
me abençoou depois de formada, minha mãe sempre amiga,
Orgulho-me dos meus pais, me envaideço quando falo de minhas
filhas, tesouros abençoados por Deus, que também tem gosto pela escrita e a
leitura. Os meus pais não tinham o hábito de comprar livros de leitura,
somente os que eram recomendados pela escola “A ilha perdida”, mas o meu irmão
mais velho emprestava dos colegas e escondida lia “Adelaide Carraro e Cassandra
Rios”, eram contos nada apropriado á minha idade na época, na fase adulta
fiquei sócia do cube do livro, comprei muitos livros de “Agatha Christie”,
entre outros, mas a leitura inesquecível foi o “O pequeno Príncipe”.
Hoje, sabemos que todos professores independente da disciplina que
ministra tem como objetivo contribuir para o desenvolvimento de habilidades de
leitura e produção oral e escrita, considerando que desse modo todo educador é
educador de linguagem
SONIA
GOMES DE SOUZA RODRIGUES DOS SANTOS
Maio
/ 2013
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